Há alguns dias falei do livro Capitães da Areia, do Jorjamado. Pois bem. Agora chegou o filme.
Eu sabia que o filme estava sendo produzido desde o meio do ano passado, mas não sabia previsão de lançamento. Sexta-feira, quando voltei do trabalho, vi um cartaz do filme. Fiquei todo animado, pois o livro é excelente e rende um bom roteiro cinematográfico. Daí chego em casa e vejo que o filme foi exibido na sexta à noite, no Festival do Rio. Ou seja: eu achando que o filme ainda iria entrar em cartaz e ele já teve até sua estreia...
Para quem se interessa pela história de Pedro Bala, Dora, Professor e o resto do grupo, segue o o trailer, que, por sinal, é bem atraente. Quando eu assistir, conto pra vocês o que achei da adaptação.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Bela homenagem
Depois que eu voltei do show do Stevie Wonder no Rock in Rio (um dos melhores shows, é bom que se diga), eu fiquei pensando em um post sobre o festival, mas queria dar uma abordagem que ainda não tivesse sido bem explorada, sabe como é, aquele ranço tino jornalístico de buscar algo diferente e coisa e tal... Daí eu recebo mais um release dela – sempre ela! - para fazer a alegria da moçada!
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| Foto: Divulgação |
Não é que a Mulher Maçã resolveu fazer uma singela homenagem ao Stevie Wonder (???) segurando uma guitarra elétrica? Vamos ver o que dizia o release:
“Mulher Maça promete em seu novo trabalho radicalizar geral para quem estava acostumado a ouvir maça cantando seus funks notará uma grande surpresa.em seu novo album gracy fará uma mixagem de funks com outras influências a cantora tem tido aulas de guitarra e promote um cover de seu grande idolo stevie wonder maça tem tentando junto com a produção do cantor marcar um encontro antes de seus shows no rock in rio pois nao teria conseguido ingresso vip para assistir a apresentação.”
Assim como no outro post, fiz questão de preservar a grafia original, que é um espetáculo extra. Achei bem bonito da parte da Mulher Maçã fazer uma homenagem ao músico que encerrou a noite do Rock in Rio que eu assisti. Por isso decidi compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado!
sábado, 24 de setembro de 2011
Afinal, o que eu preciso saber fazer?
Honestamente, já não sei mais quantas vezes eu vi alguém de Comunicação errando uma conta matemática elementar e usar como artifício: “ai, mas eu sou de Comunicação, não sei fazer conta, e nem preciso saber”. Sim, amigo, você precisa sim senhor saber fazer contas. Afinal, dizem que você terminou o Ensino Médio e passou no vestibular não é verdade?
Vejamos em outros cursos. Será que os estudantes de Engenharia escrevem tudo errado e dizem “ai, mas eu sou de Engenharia, não sei escrever direito, e nem preciso saber”? Vejamos.
Em uma pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), 87,5% dos alunos de Engenharia passaram num teste de português que consistia em um ditado de 30 palavras, sendo que o candidato poderia errar a grafia de até seis. Dentre os alunos de Comunicação – aqueles que, pela lógica, precisam saber escrever certinho, já que não precisam saber fazer contas – o resultado é medonho: 65,3% deles foram reprovados.
É vergonhoso ver que a maioria da galera que se forma em Comunicação não sabe escrever palavras como autorizar, desageitado ou anexo. É ainda menos vergonhoso do que ver que quase todo mundo que se forma em Direito perdeu a prova da OAB. Isso porque se o aluno não sabe as leis, as teorias do Direito etc., é porque não aprendeu na faculdade. Agora, se um sujeito não sabe ortografia, é porque não aprendeu na escola e, sinceramente, não deveria sequer entrar na universidade. Mas já que entrou, pelo menos esse erro – que vem lá de trás – deveria ter sido corrigido.
A faculdade de Jornalismo, especificamente, não deveria ter que perder tempo ensinando o aluno a escrever – o estudante tem que aprender isso no Ensino Médio. Na universidade ele deveria aprender técnicas de redação jornalística, redação empresarial, técnicas de reportagem – além de toda bagagem teórica, é claro; aqui estou falando só da parte prática. Mas em vez de avançar nesses disciplinas, não raro um professor tem que ficar voltando a ensinar coerência e coesão textual, conceitos trabalhados no Ensino Médio. E assim vamos formando jornalistas menos capacitados do que poderíamos. E em jornalismo, meus amigos, é igual na Medicina – um pequeno erro causado por desconhecimento da técnica pode destruir a vida de uma pessoa.
P.s.: Tem uma palavra escrita de forma errada nesse post. Quem achar ganha um doce.
Vejamos em outros cursos. Será que os estudantes de Engenharia escrevem tudo errado e dizem “ai, mas eu sou de Engenharia, não sei escrever direito, e nem preciso saber”? Vejamos.
Em uma pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), 87,5% dos alunos de Engenharia passaram num teste de português que consistia em um ditado de 30 palavras, sendo que o candidato poderia errar a grafia de até seis. Dentre os alunos de Comunicação – aqueles que, pela lógica, precisam saber escrever certinho, já que não precisam saber fazer contas – o resultado é medonho: 65,3% deles foram reprovados.
É vergonhoso ver que a maioria da galera que se forma em Comunicação não sabe escrever palavras como autorizar, desageitado ou anexo. É ainda menos vergonhoso do que ver que quase todo mundo que se forma em Direito perdeu a prova da OAB. Isso porque se o aluno não sabe as leis, as teorias do Direito etc., é porque não aprendeu na faculdade. Agora, se um sujeito não sabe ortografia, é porque não aprendeu na escola e, sinceramente, não deveria sequer entrar na universidade. Mas já que entrou, pelo menos esse erro – que vem lá de trás – deveria ter sido corrigido.
A faculdade de Jornalismo, especificamente, não deveria ter que perder tempo ensinando o aluno a escrever – o estudante tem que aprender isso no Ensino Médio. Na universidade ele deveria aprender técnicas de redação jornalística, redação empresarial, técnicas de reportagem – além de toda bagagem teórica, é claro; aqui estou falando só da parte prática. Mas em vez de avançar nesses disciplinas, não raro um professor tem que ficar voltando a ensinar coerência e coesão textual, conceitos trabalhados no Ensino Médio. E assim vamos formando jornalistas menos capacitados do que poderíamos. E em jornalismo, meus amigos, é igual na Medicina – um pequeno erro causado por desconhecimento da técnica pode destruir a vida de uma pessoa.
P.s.: Tem uma palavra escrita de forma errada nesse post. Quem achar ganha um doce.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Um tapinha não dói
Esse post é dedicado a todos os estudantes de jornalismo. Sim, você que marcou JOR no vestibular sem saber muito bem como é que funciona esse negócio; que foi tomando gosto pela coisa ao ouvir seus professores falando como é que funciona uma redação de jornal; que ficou puto pra caralho meio chateado de ter que trabalhar sábado/domingo/feriado/Natal/Carnaval/Reveillon logo no seu primeiro estágio.
Você estuda, rala, faz trezentos trabalhos, deixa de ir a um monte de festa para terminar a monografia, conclui a graduação, pega seu diploma e, quando alguém pergunta o que você faz da vida, finalmente pode dizer “sou Jornalista” com o peito todo estufado como se houvesse algum glamour na profissão. Aí então você faz entrevista para começar a trabalhar em um jornal/site/revista e é chamado. Fica todo feliz da vida. Mas um belo dia você chega na redação, abre sua caixa de e-mail e se depara com esse release enviado por um assessor de imprensa (seu colega de profissão):
“Grace kelly a mulher maca e a mais nova famosa a aderir a tecnica tailandesa de aumento dos seios a base de tapas na cara. Ela tem feitos 3 vezes por semana de sessoes da nova tecnica recem chegada ao Brasil trazida pelo esteticista Roni Oliveira . A loira tem feito o uso da nova tecnica para se preparar para o carnaval e aumentar os seios de forma natural pois acabou de ser escolhida como a nova rainha de bateria da escola de samba Vizinha Faladeira.” (sic)
Tirando os erros de ortografia/digitação e o mérito da notícia, sobra pouco. Aumentar os peitos levando tapa na cara? É mais ou menos nesse momento que você pensa: “grandes coisas ter estudado...”
Obs. 1: Não estou defendendo que os estudantes de Jornalismo larguem a faculdade! Pelo contrário: estudem cada vez mais pra que, no futuro, não seja você o cara que disparou este release.
Obs. 2: Quando recebi esse material e decidi fazer dele uma postagem no blog, eu refleti bastante se deveria divulgar o nome da figura. Entretanto, considerando que essa notícia foi publicada em diversos sites defofoca entretenimento, achei que poderia soar pedante eu tirasse o nome dela sendo que todo mundo sabe de quem se trata. Só não vou dizer o nome do assessor de imprensa. Isso sim seria desonesto da minha parte.
Obs. 3: Sim, eu preservei a grafia original do release, com pontuação e tudo.
Você estuda, rala, faz trezentos trabalhos, deixa de ir a um monte de festa para terminar a monografia, conclui a graduação, pega seu diploma e, quando alguém pergunta o que você faz da vida, finalmente pode dizer “sou Jornalista” com o peito todo estufado como se houvesse algum glamour na profissão. Aí então você faz entrevista para começar a trabalhar em um jornal/site/revista e é chamado. Fica todo feliz da vida. Mas um belo dia você chega na redação, abre sua caixa de e-mail e se depara com esse release enviado por um assessor de imprensa (seu colega de profissão):
“Grace kelly a mulher maca e a mais nova famosa a aderir a tecnica tailandesa de aumento dos seios a base de tapas na cara. Ela tem feitos 3 vezes por semana de sessoes da nova tecnica recem chegada ao Brasil trazida pelo esteticista Roni Oliveira . A loira tem feito o uso da nova tecnica para se preparar para o carnaval e aumentar os seios de forma natural pois acabou de ser escolhida como a nova rainha de bateria da escola de samba Vizinha Faladeira.” (sic)
Tirando os erros de ortografia/digitação e o mérito da notícia, sobra pouco. Aumentar os peitos levando tapa na cara? É mais ou menos nesse momento que você pensa: “grandes coisas ter estudado...”
Obs. 1: Não estou defendendo que os estudantes de Jornalismo larguem a faculdade! Pelo contrário: estudem cada vez mais pra que, no futuro, não seja você o cara que disparou este release.
Obs. 2: Quando recebi esse material e decidi fazer dele uma postagem no blog, eu refleti bastante se deveria divulgar o nome da figura. Entretanto, considerando que essa notícia foi publicada em diversos sites de
Obs. 3: Sim, eu preservei a grafia original do release, com pontuação e tudo.
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